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ANTES QUE A LÂMPADA DO TEMPLO DO SENHOR SE APAGUE!


Por Marco Sousa


1 - O TRISTE CONTEXTO RELIGIOSO DE ISRAEL

Israel estava vivendo um momento triste em sua história, após a conquista da terra prometida. O sacerdócio do tabernáculo (que naquele tempo era o templo do Senhor) era exercido por Eli e por seus filhos. Esta família havia se esquecido da aliança com o Deus de Israel e cometiam diversos delitos e crimes perante o Senhor e perante o povo de Israel. Os filhos de Eli (Hofni e Finéias) que também eram sacerdotes, não conheciam ao Senhor (para vergonha daquela casa sacerdotal) e se prostituíam com as mulheres que se reuniam na porta da tenda da congregação, além de roubarem as ofertas que o povo de Israel levava ao Senhor. (Vide I Samuel 2:22 e I Samuel 2:12-17).

Por meio de uma aplicação prática e profética podemos dizer que Eli e sua casa representam um tipo de ministério falido que permeia o meio evangélico na atualidade. O tipo de ministério que não ouve mais a voz do Senhor por causa da desobediência, por falta do uso do Jejum e da oração ou porque aderiu aos modismos cessacionistas daquela teologia que destrói igrejas e se opõe à voz do Espirito Santo. Eli entrou no comodismo e deixou os filhos sem correção. Isto é típico daqueles que acham que quem faz tudo é Deus e que o homem não precisa fazer nada. A verdade é que Deus nunca construiu altares, esta tarefa ele delegou aos homens, mas é tão somente ELE que mete fogo no altar dedicado a Cristo. Infelizmente há ministros evangélicos que, à semelhança de Eli, perderam o controle de suas próprias casas e assim deixam os filhos ímpios e sem conhecimento de Deus administrarem a igreja, como se o povo de Deus fosse uma herança de família para se conduzir ao bel-prazer de ímpios fantasiados de crentes. Isto escandaliza tanto aqueles que estão dentro das igrejas, quanto aqueles que estão fora dela, observando de longe tais desvios eclesiásticos. Os tais ministros haverão de responder perante o Senhor, do mesmo modo que Eli respondeu a seu tempo.

2 - O NASCIMENTO DE SAMUEL - TEMPO DE RESTAURAÇÃO DO CULTO A DEUS

“Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu” - 1 Samuel 1:1

O texto inspirado do livro de I Samuel começa com Deus mostrando a identidade de um homem, a casa do pai dele, o nome dos seus familiares e para finalizar o endereço dele. O Deus que inspirou a palavra conhece a identidade de cada servo dele e tem objetivos reais para a vivencia e a instrumentalidade de cada cristão fiel no culto a ELE. Deus também conhecia Ana e Penina, as duas esposas daquele homem. Cabe fazer um parêntese para lembrar que naquele tempo a estrutura da família no meio do povo de Deus era diferente daquela legitimada por Cristo no novo testamento. Deus permitiu a poligamia no antigo testamento tendo em vista as questões de sobrevivência e preservação do seu povo.

Ana era estéril (não podia ter filhos) e naquele tempo não poder gerar um filho era a maior vergonha e a maior tristeza de uma mulher. Ana pediu um filho a Deus e prometeu entregá-lo ao serviço sacerdotal durante todos os dias de sua vida. Ela pediu e recebeu aquele maravilhoso presente porque pediu algo que era do interesse de Deus (Leia I Samuel capítulos 1, 2 e 3). Quando Samuel nasceu, também nascia uma obra nova de salvação em Israel. Deus nos ensina em todos os seus atos (Salmos 145:17) - antes que a lâmpada do templo se apagasse o Senhor chamou a Samuel para fazer algo novo em Israel. Antes que o sacerdócio envelhecido que nega os dons espirituais e o batismo com o Espirito Santo e com fogo deixe a lâmpada do templo se apagar, que eu e você possamos responder ao Senhor, como Samuel o fez: “Fala Senhor porque o seu servo ouve!

Glória ao Pai, Glória ao Filho e Glória ao Espirito Santo!